Final do ano de 2025
Faltam alguns dias pra terminar o primeiro quarto desse primeiro século do milênio.
Não lembro de ter ido ao cinema nenhuma vez, mas o streaming foi usado com altos e baixos.
Sem pesquisar, o primeiro título que me vem a memória é a minissérie Adolescência do catalogo da Netflix.
A técnica de edição que mostra o filme como se não houvesse cortes é logo percebida, mas também o grande talento do estreante Owen Cooper, como um adolescente de 13 anos que é acusado de assassinar uma colega.
Não há mistério no enredo, o foco é nos fenômenos sociais retratados com base em um caso real.
Isso traz logo outras séries, continuações de uma primeira ou série de temporadas com resultados diversos.
Severance ou Ruptura não parte do final emocionante da primeira temporada, mas com um salto temporal que mostra os membros da equipe separados e trabalhando.
Mas nos mostra o que aconteceu e a sequencia mudando bastante a retórica e me frustrando de certa forma.
The Last of Us ficou mais próximo do videogame, mas o roteiro ficou mais raso e mesmo começando com o mesmo momento que chocou aos jogadores do segundo título, faltou conteúdo e consistência para atrair.
Dexter Ressurection continua a terceira tentativa de prosseguir com a série que teve a primeira leva interrompida num final que desagradou a todos, continuou desagradando numa continuação, depois um reboot com o jovem Dexter que também não foi muito feliz e finalmente, uma homenagem com o retorno de vários personagens do original e que reacendeu o interesse e promete outra temporada.
Por fim, Alien Earth, é outro reboot, focado na empresa por trás dos outros filmes, antes de todos os acontecimentos dos filmes.
Apesar de não ser novidade, a transferência de "consciência" de seres humanos para corpos artificiais segue curioso, com o nem sempre interessante limitante das consciências serem de crianças.
Mesmo com alienígenas mortais e perigosos, o pior ainda vem da humanidade.
The White Lotus desandou no oriente, simplesmente não funcionou como as demais temporadas.
Andor do universo Star Wars conseguiu levantar um pouco a franquia, após seguidos fracassos.
Por fim, The Pitt usando a formula mais antiga dos dramas de hospital, com a novidade de mostrar cada episódio como uma hora em tempo real de um plantão de emergência, atraiu e manteve o interesse, já com a promessa de uma continuação.
Pluribus do criador de Breaking Bad e Better Call Saul, com a excelente Rhea no papel central de Carol, mostra uma invasão de forma diferente, mas com aspectos já vistos em outros títulos de ficção.
As interpretações são muito importantes para mostrar a história, que em muitas cenas não tem diálogos e nem as narrações como pensamentos dos personagens.
Muitos consideraram o ritmo lento demais e sem acontecimentos, mas aparentemente, seguiu o ritmo que o criador queria.
Carol é uma das poucas imunes a um vírus que tomou todos os seres humanos, criando uma colmeia com consciência coletiva.
Desses 13 imunes, apenas ela e um misterioso paraguaio querem lutar contra a realidade onírica de um mundo sem guerras, tristezas e colaborativo, onde nenhum indivíduo é capaz de atentar contra qualquer forma de vida.
Stranger Things promete terminar a estória, as crianças cresceram e o mundo invertido segue sendo um mistério, Eleven e Vecna batalham, mas o roteiro segue estórias paralelas de forma mais constante.
A temporada foi quebrada, teremos mais 2 episódios no Natal e o último apenas no começo do ano.
Homem x Bebê trouxe o ator famoso pelo seu Mr. Bean em uma comédia atrapalhada, mas por vezes irritante para mim.
Knives Out conseguiu trazer o nível próximo ao da primeira temporada, depois de uma segunda decepcionante.
O mistério de um crime impossível é cercado por crenças e desavenças, mas Benoit ainda não encontrou nada que não possa decifrar.
Ah é, tivemos a aparente ultima temporada do Pacificador, onde vimos nosso anti-herói encontrando um universo paralelo e atraente, onde tem uma vida totalmente diferente.
Tem muitas outras séries, mas vamos ver os filmes.
Os super-heróis continuam sendo tema recorrente.
Superman de James Gunn acertou em algumas coisas, trouxe um herói mais a imagem dos quadrinhos iniciais, otimista e que apanha muito.
O quarteto fantástico mudou o sexo do Surfista, fazendo da amada de Norin a nova arauta de Galactus, anunciando o fim da humanidade.
O ambiente com visual retro e futurista ficou bom, mas o enredo segue fraco.
A segunda parte de Duna segue grandiosa, um pouco cansativa, mas capaz de entreter e interessar.
Frankenstein del Toro teve altos e baixos, é assim ao perseguir um objetivo, mas o problema maior foi o protagonista, incapaz de trazer todos os sentimentos que deveríamos ter pelo verdadeiro monstro da obra de Mary Sheley.
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